ÓDEO AO PEQUINÊS
ÓDEO AO PEQUINÊS
No início deste ano
Eu mudei de residência
De acordo com meu plano
Depois de muita querência
Nos mudamos pruma casa
Deixando atrás o apartamento
A conta corrente ficou rasa
Mas maior o sentimento
O problema é o vizinho
Que tem um pequeno cachorrinho
Ele chegou no fim do mês
É um estranho pequinês
Eu adoro cachorrinho
Grande ou pequenininho
Mas a exceção desta vez
É o tal do pequinês
Ele é feio e tem perna curta
Não parece um cão maltês
É chato e sempre surta
É aquele: O Pequinês
Tem a cara mal acabada
Ele é meio prognata
Joguei no Google na Interne
É o esquisitão do Pequinê
Outra noite aconteceu
Uma coisa mt louca
Foi comigo e o Zé Bedeu
E o cão da feia boca
Nóis chegou com a carroça
Que se quiser também é vossa
Nóis tinha bebido um pouco
E tava até um tanto rouco
Nóis tinha esquecido a chave
E resolveu pular o muro
Nós achou que era fácil
Mesmo ali naquele escuro
Mas a maldita cachaça
Faz a gente ver errado
Eu subi com gana e raça
Mas pulei na casa do lado
Não esqueço nem fodendo
Pisei no membro do animal
Ele tava se lambendo
E ficou sem órgão sexual
Apesar da dor maciça
O coitado do cachorro
Sem poder pedir socorro
Quis morder minha linguiça
Pulei o muro correndo
Fiquei sóbrio na mesma hora
Saí de cena sofrendo
Voltei a mim sem demora
Lembrando do meu tormento
O melhor era ir embora
Depois vi o meu vizinho
Que falou que o seu cãozinho
Que era feio mas bonzinho
Havia quase um mês
Tinha tido muita febre
E morrido bem quietinho
Na hora eu não disse nada
Mas depois vi a cilada
Quem compra um pequinês
Leva gato por lebre
Desde lá eu não bebi
Tõ chato, mas to aqui
Melhor que o tal feioso
Que mesmo não sendo curioso
Por causa do álcool malvado
Tá no cemitério enterrado
Aprendi uma lição
Nunca mais eu bebo não
Repito não bebo outra vez
Por causa de um estranho cão
O maldito pequinês


Marcos disse:
20 de jul de 2009 em10:50Se beberes só mais 6 vezes
Eu, que não durmo há meses,
ficarei muito contente.
Pules o muro do meu vizinho,
um carioca histérico e mesquinho,
metido a porco valente.
São muitos os latidos,
mesma quantidade de grunhidos,
que incomodam toda a gente.
Um por pulo, essa é a conta;
e em 6 porres, a paz estará pronta.
Um alívio a meus ouvidos e mente.